segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Stand out!


You go girl!


Imagem: https://www.behance.net/gallery/11233587/Great-Day-2014-Calendar

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Today...


Falemos de positivismo.

Já li em alguns sítios e já me disseram para o fazer: ser mais positiva, controlando as negativas na construção das minhas frases e também construindo alguns mantras positivos para repetir de manhã, ao longo do dia, ou em situações desastrosas. Se de facto tenho repetido para mim que tudo passa, nem sempre as palavras são como uma poção mágica, um feitiço que afasta a neurose. Não a imagino cheia de cagufa a fugir das nossas afirmações. Talvez fuja, isso sim, quando lhe dizemos, sem gritar, para ir andando, que a gente vê-se mais à frente (não se iludam, se não têm pretensões de ser Buda, ela vai estar sempre por perto).

Há quem comece o dia repetindo para si mesmo que o dia vai correr bem. Ou que hoje será melhor que ontem. Terapeuticamente, parece-me bem; pessoalmente, um desastre... Para já teria de me lembrar de o fazer todos os dias, convenhamos que para estas coisas tenho memória de peixinho de aquário... E depois... Será que é preciso convicção para que funcione ou podemos usar a técnica do fingir-até-ser-a-sério? É que nesta fase, convicção para este exercício é difícil de encontrar, por tanto, só mesmo se experimentar a insistência para ver se colho frutos.

Por isso... Hoje vai ser um grande dia!!

Imagem: http://bananaaaaaaaa.deviantart.com/art/It-s-gonna-be-a-great-day-165012013

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Andar à toa quando se quer andar numa fona


Engraçado este livrinho que aqui tenho: "Elucidário de Conhecimentos quase Inúteis" de Roby Amorim. Ganhei-o numa quermesse da festa lá da aldeia. Ao folhear este livrinho, deparei-me com a origem da expressão "andar à toa". Todos conhecemos esta expressão. "Andar à toa" é usado quando andamos meio sem rumo, ou pelo menos, sem saber por onde vamos nem porquê. Com este livro precioso, descobri que a toa é uma corda ou tira de couro que serve para levar os animais a reboque. Assim sendo, o autor refere que andar à toa significa ser conduzido por alguém, sem noção do destino nem do motivo da viagem...

Sempre que usei esta expressão, nunca a interpretei desta forma, o que é muito interessante. Andar à toa era para mim, como andar à deriva. Claro que sem controlar o destino nem os motivos que nos levam a destoar. Mas, crendo nesta definição de toa, o modo como a frase pode ser empregue muda a olhos vistos. Ainda assim, andar à toa, da forma como eu interpretei, pode claramente ser o ir a reboque da própria vida, sendo ela a que segura essa toa e nos leva sem que tenhamos algo a dizer.

Como este livro é completo, na página seguinte tropecei no "andar numa fona". Convenhamos, esta frase é maravilhosa e pretende descrever aqueles que andam numa roda-viva ou numa grande azáfama, como diz o meu grande amigo Priberam. De acordo com o elucidário, a fona é sinónimo de faúlha. E é engraçado imaginar aquele bocado de fogo a voar e a trepidar em cima do lume-mãe e pensar nas pessoas que andam na sua roda-viva, como se o fogo lhes queimasse o real assento...

Se são conhecimentos quase inúteis, não sei, mas garanto que este tipo de informação é para mim uma delícia.

Nota: Este livro é das Edições Salamandra, de 1985. Foto da autora.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Bebés: formação on-job

Já nasceu o meu rebento, e com isto acho essencial contar o que aprendi no pós parto:

  • O pós-parto é lixado.
  • Compraram roupas para o vosso recém nascido de tamanho 0/1 mês? Esqueçam... Se for um bebé de tamanho normal, elas não vão servir. Vão estar gigantes e o rebento vai parecer um palhacinho do circo Chen, com as cores garridas incluídas. Não sei porque é que temos ideia de que vai nascer um super-bebé. Os bebés recém-nascidos são mesmo pequenos, lição aprendida.
  • O meu bebé dorme que é uma lindeza.
  • Lembro-me de estar grávida e dizerem: tu aproveita agora para dormir. Isso é uma falácia, não resulta. Por mais que o gaiato durma, vai querer alimento de 3 em 3 horas. Para isso o bar aberto, aka, mãe, também tem de estar bem acordada de 3 em 3 horas e não é por ter dormido uma média de 8/9 horas por noite na gravidez que dói menos...
  • Já sei porque dizem que vamos querer ir ao cinema depois de sermos pais: queremos ver outra ficção que não a nossa! Entreter o neurónio...
  • O pós-parto é lixado.
  • A amamentação... Nem vou explicar muito, mas gosto muito desta expressão: my ass para as teorias do ai-é-tão-lindo-amamentar!
  • Comprovo que após o nascimento, o meu filho tornou-se no bebé mais lindo do mundo.
  • Também dou o meu testemunho para o facto de que nos desce a hormona da maternidade. Antes nem respirava ao pegar num recém-nascido, agora faço piruetas com o meu com a mão direita enquanto faço outras trinta coisas com a outra mão. Posso não ter todas as respostas, mas até agora ele está de boa saúde.
  • Já vos disse que o pós-parto é lixado?
  • O parto é um mito, j'accuse! Pelo menos para mim... Passamos meses em preparações: cursos, aplicações para smartphones, newsletters, médicos, amigos, sites, livros, panfletos do centro de saúde... E depois tudo passa e estamos em casa com o menino nos braços (literalmente). E para isto não há assim tanta preparação. Há a respiração para o parto mas não há para quando o bebé chora de dores! E uma mãe precisa de saber respirar fundo nestes momentos... Valha-nos a hormona da maternidade chamada intuiciocina.
  • Sim, há todo um festival de hormonas assim que o gaiato nasce. Boa sorte para isso...
  • E o cliché "ah mas vale a pena"? Claro que vale, senão não me tinha metido nisto!
  • Para os invejosos: já recuperei a minha figura e estou quase no mesmo peso que tinha antes do parto (nha-nha-nhanhanha!). E ainda não retomei o exercício, just saying...
  • Se a vida muda? Sim, 180º (gente, não é 360º... 360º é uma volta completa, voltamos ao mesmo sítio, sim?). E eu já sabia que ia mudar. Se sabia como ia mudar, como ia ser? Claro que não. Nunca lidei de perto com bebés. Mas para já, apesar das primeiras semanas serem difíceis, o mantra foi sempre "tudo passa". E de facto, as dores passam, e ver o nosso filho crescer e ser tão lindo faz-nos ir esquecendo (devagarinho!) os incómodos que nos trouxeram aqui. Acho é que é importante revelar: a maternidade não é um jardim com rosas fofinhas. Estão lá os espinhos em baixo. A questão é que nunca se fala muito sobre isso. É sempre tudo lindo e fofinho e coiso. Mas pode não ser fácil e ter uma boa rede de apoio é essencial. E por isso vos garanto, amén ao meu marido, o melhor do mundo e arredores.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Projectos, aspirações e frases feitas

"O que deixa as pessoas ansiosas em relação ao futuro é um medo atormentador de o melhor já ter passado ou de uma oportunidade perdida se vir a mostrar decisiva. «O que me escapou» é um tema recorrente de vidas românticas falhadas, aplicando-se igualmente a carreiras falhadas, projectos abandonados e aspirações destruídas. Porém, «o que me escapou» resume-se a mantermo-nos fiéis a uma ideia fixa."

Deepak Chopra, "Reinventar o corpo, descobrir a alma" (página 229)


Tenho muitos livros por ler. Neste momento, com um filho tão pequeno, por mais que consiga encontrar uns minutos para me sentar e ler, o cansaço não o permite. Mas não deixo de folhear os meus "livros por ler", que se resumem a uma pilha na mesa de cabeceira. Esperam pacientemente pelo dia em que são lidos para, finalmente, repousarem numa quase eternidade na estante, guardados por ordem alfabética.

Encontrei este livro de Deepak Chopra no meio da pilha. Como em todos os livros, está lá o meu nome, local, mês e ano de compra. Vejo que o comprei em Tavira, nas férias de verão do ano passado. Quase um ano passou, li tantos outros livros e este ficou ali, no meio da pilha, qual torre de Pisa, não fosse o facto de estarem direitinhos e com as lombadas bem visíveis, um trabalho da minha querida irmã que gosta de ver tudo aprumadinho.

Dizia eu, gosto de folhear os livros e ler uma frase ou um parágrafo ao calhas. E aqui eu encontro o maravilhoso humor do destino, universo, ou como o quiserem chamar. Sempre que faço este exercício livresco, encontro algo que faz todo o sentido em determinado momento. E rio-me, porque de facto, comprei o livro há um ano e agora que o abro sei lá onde, encontro umas frases que me servem como uma luva.

Não é que não soubesse, desde já, o que diz ali em cima, mas por vezes andamos tão distraídos (e acreditem, nunca estive tão distraída dentro da minha própria casa) que não percebemos que certas "frases feitas" que já incorporamos há uns tempos atrás voltam a ganhar validade e a tomar um novo sentido, numa altura diferente e de forma diferente.

E é isto que eu adoro na evolução pessoal. Por mais que já tenhamos aprendido a lição número 1, 2 ou 3, elas voltam a surgir nas nossas vidas. E aqui não creio que haja uma regressão (não defendo a teoria de que podemos regredir na evolução pessoal, acredito em estagnações, ou patamares de escadas, como já falei aqui), mas sim duas coisas: primeiro, uma confirmação, ou seja, uma forma de validar se aprendemos de facto a lição, e ao repetirmos esta "cadeira" validamos não o conhecimento, mas sim a sabedoria que temos sobre o tema;  depois acredito que uma lição pode servir de base para outros temas.

Vejamos o exemplo dado por esta frase de Chopra. A ideia base é a mudança, mas também fala sobre o medo do futuro, das decisões e em última instância, da responsabilização sobre a nossa vida. Aqui, a "lição", pode se desdobrar em inúmeras aprendizagens e a diferença sobre o que vamos aprender, creio eu, reside apenas no momento em que vamos receber esse conhecimento, pois dependendo de como somos nesse momento, vamos interpretar de diferentes formas. Se eu tivesse lido esta frase há um ano, se calhar ia para a parte dos relacionamentos, de ter casado recentemente e de planear ser mãe. Neste momento a minha leitura é outra, e apesar da "lição"/frase ser a mesma, a aprendizagem pode ser outra completamente diferente.

E da mesma forma como eu posso interpretar esta frase de forma diferente ao longo do tempo, imaginem a quantidade de interpretações que pode ter, consoante a pessoa que a lê! Claramente que, se não for altura de assumir a mudança e interpretar o que se lê, não existem frases feitas no mundo capazes de mudar. Por isso, acabo por ser bastante crítica quando vejo todas aquelas frases feitas nas redes sociais com uma bela paisagem como pano de fundo. Quando leio essas frases e associo a quem as publica fico um pouco admirada: a pessoa não leu as entrelinhas, ou então a interpretação que faz é a que mais lhe convém...

Por mais frases bonitas e livros fantásticos que existam no mundo, a interpretação desse conhecimento e a sua passagem para uma sabedoria construtiva, com pés e cabeça vai depender da vontade de cada um de mudar e evoluir, e isso, tem um custo: dura a vida toda e uma vez que se dá esse passo, não há como voltar a olhar para trás da mesma forma.

Imagem: http://hazatelierarquitectura.com/2012/06/11/projectos-chave-na-mao/

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Mudar de vida



Há uma música de António Variações que não me sai da cabeça, e é a versão dos Humanos. A letra reza assim:

Muda de vida, se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar!
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti é de outro jeito
Ver-te sorrir, eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens que ser assim
Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens que ser assim
Olha que a vida não
Não é nem deve ser
Como um castigo que
Tu terás que viver
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se a vida em ti é de outro jeito

E na minha cabeça reza também uma frase que o Ricky Gervais costuma publicar no facebook às segundas: remember, it's not mondays that suck, it's your life.

E com um cenário de crise onde tudo é impossível e o medo é um bicho papão que nos come vivos a cada pensamento de risco, aqui andamos, a pular entre ideias e "ses" e a permitir que o tempo passe e que nada mude. Temos medo, e esse bicho consome-nos e trava os nossos ideais. Faz-nos duvidar de nós próprios, das nossas capacidades e faz-nos também esquecer as nossas necessidades, os nossos desejos e a vontade de mudar.

Talvez tenha chegado o momento de mudar, arriscar e perseguir sonhos que vivem aprisionados pelo medo. Mas vai daí, e se a vida terminar amanhã? O que é que eu levo? E como posso eu pesar os pratos nestas balanças onde o medo invalida os resultados?