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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
She believed she could so she did*
Se antes havia aquela frase "se eu não gostar de mim, quem gostará", hoje é, se eu não confiar em mim, quem vai confiar? Eu acredito em mim. Confio nos meus recursos, seja a minha capacidade de ir correr atrás daquilo que quero, por muito que custe o percurso, ou arriscar, confiando na minha intuição, embora a mente por vezes me atinja em cheio com o medo. É avançar, dar esse passo em frente, mas sem ser quando estamos à beira de um precipício... É saber que andámos uns aninhos a pavimentar o caminho: tiramos as ervas, alisamos o terreno, compramos uma laje bem gira que nos custa os olhos da cara, colocamos no sítio para depois deixar assentar. E mesmo depois disto tudo vamos ficar sentados à entrada deste novo caminho dizendo "ah, ainda não secou. É melhor esperar mais um bocadinho...". Mas sabemos que um dia vamos ter de levantar âncora. É hora de avançar, sem medos porque, caramba, já fizeste o trabalho todo que te permitiu chegar aqui! Avança, é o dia da independência, é o teu dia.
E de facto chegamos a determinados momentos na nossa vida em que temos de nos questionar: eu vivo ou sobrevivo? Não querendo apenas sobreviver, com bastante dose de coragem, acreditei em mim. E dei esse passo. E este é o primeiro passo. Veremos o que acontece a seguir.
*ela acreditou que conseguia, e então conseguiu.
Imagem: http://artfulexpression.blogspot.pt/2011/07/she-believed-she-could-so-she-did.html
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
La chance
"La chance c’est comme le Tour de France: on l’attend longtemps et ça passe vite!"*
Oportunidade. Esperamos sentados num banquinho de madeira ao pé de uma porta fechada, à espera que ela se abra. Esse tempo é longo. Tão longo que conhecemos de cor a forma da maçaneta, a textura da madeira escura e a beleza do seu formato. Sentimos o banquinho como um prolongamento de nós. As suas pernas são as nossas pernas e apesar de desconfortável, aquele assento permite-nos descansar enquanto esperamos. E de repente o universo responde e algo acontece. A porta fica ali, escancarada à nossa frente, e nós continuamos sentados no banquinho. Talvez o nosso rabiosque se tenha habituado ao assento. Talvez estejamos há tanto tempo sentados que não acreditamos que as nossas pernas ainda se consigam mexer. É hora de confiar nas pernas. Levantar aos poucos. Afinal, não queriamos que a porta se abrisse? Oh, estavamos tão habituados à maçaneta, à madeira escura. Mas agora que a porta já se abriu só há um caminho: atravessar. E do outro lado é isto, uma festa:
A oportunidade é como o Tour de France, esperamos muito tempo por ela e ela passa tão depressa. Não há calços para impedir a porta de se voltar a fechar. Temos de dar corda às pernas e levantar o rabiosque.
Imagem: http://trialbikepark.blogspot.pt/2010/07/imagens-antigas-do-tour-de-france.html
*Frase do filme Le Fabuleux Destin de Amélie Poulain
Oportunidade. Esperamos sentados num banquinho de madeira ao pé de uma porta fechada, à espera que ela se abra. Esse tempo é longo. Tão longo que conhecemos de cor a forma da maçaneta, a textura da madeira escura e a beleza do seu formato. Sentimos o banquinho como um prolongamento de nós. As suas pernas são as nossas pernas e apesar de desconfortável, aquele assento permite-nos descansar enquanto esperamos. E de repente o universo responde e algo acontece. A porta fica ali, escancarada à nossa frente, e nós continuamos sentados no banquinho. Talvez o nosso rabiosque se tenha habituado ao assento. Talvez estejamos há tanto tempo sentados que não acreditamos que as nossas pernas ainda se consigam mexer. É hora de confiar nas pernas. Levantar aos poucos. Afinal, não queriamos que a porta se abrisse? Oh, estavamos tão habituados à maçaneta, à madeira escura. Mas agora que a porta já se abriu só há um caminho: atravessar. E do outro lado é isto, uma festa:
A oportunidade é como o Tour de France, esperamos muito tempo por ela e ela passa tão depressa. Não há calços para impedir a porta de se voltar a fechar. Temos de dar corda às pernas e levantar o rabiosque.
Imagem: http://trialbikepark.blogspot.pt/2010/07/imagens-antigas-do-tour-de-france.html
*Frase do filme Le Fabuleux Destin de Amélie Poulain
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