sexta-feira, 8 de julho de 2011

O que é a raiva?



Dizem que a raiva é uma grande irritação. Dizem também que pode ser mobilizadora, quando a energia que vem dela é bem aproveitada. Se eu berrar bem alto, poderão os cientistas aproveitar os décibeis para fazer electricidade?


Há uma raiva má. A que fica dentro de nós. Há quem a chame de raiva branca. A outra seria a raiva vermelha, a que faz avançar. Eu prefiro deitar cá para fora, gritar, berrar, puxar os cabelos. Depois abrem-se os portões de uma serenidade falsa, que não é mais do que estar esgotado, esvaziado. Então, será que existem mesmo coisas boas na raiva? E porque é que ela existe...? Se o medo vem da necessidade primitiva de sobrevivência, de onde vem a raiva?

Gatos sem dores nas cruzes



Cá para mim os gatos não têm dores de costas. Não têm dores nas cervicais, nas lombares, nas cruzes... Será que é porque dormem muito? Ou porque se espreguiçam bastantes vezes? Eu acho que é porque são gatos, e os gatos apenas são... gatos! Não se preocupam com o amanhã nem com o que dizem dele. Não querem saber se chove ou se faz sol... (embora acredite que prefiram o sol...).


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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vida


Por detrás da máquina estamos fora da paisagem, não interagimos, apenas estamos. Estar atrás da máquina é não existir e viver é estar do lado de lá da lente, no palco.


Imagem retirada de http://thesecond10k.tumblr.com

Morte

"A morte é um vasto mistério, mas há duas coisas que podemos dizer a seu respeito: é absolutamente certo que morreremos e é incerto quando ou como isso acontecerá. Então, a única certeza que possuímos é essa incerteza a respeito da hora da nossa morte... e que aproveitamos como desculpa para adiarmos a decisão de a enfrentar directamente. Somos todos como crianças que tapam os olhos num jogo de escondidase pensam que ninguém as pode ver"

Sogyal Rinpoche, O Livro Tibetano da Vida e da Morte.

Em qualquer momento teremos de lidar com a morte, seja a nossa ou a dos nossos. Ela sempre existiu, sempre soubemos que ela vem. Mas fugimos desses pensamentos. Existem profissões que lidam diariamente com a morte, desde o médico ao senhor da funerária. E os terapeutas? E quando a morte entra pela porta, personificada no sofrimento de um paciente? É preciso aprender muito antes de abrir a porta da terapia aos outros. O trabalho que o terapeuta tem de fazer antes de atender é muito importante... Porque não sabemos o que lá vem.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Altruísmo vs egoísmo

Será o altruísmo uma forma de egoísmo? Em última instância, e de uma forma inconsciente, estaremos nós a fazer bem ao outro para nos sentirmos bem connosco? Ser altruista é focar no bem do outro, ser egoista é focarmo-nos em nós e nos nossos interesses e vontades. Mas, e quando nos sentimos bem porque fazemos bem ao outro?

Após explorar o tema comigo, a minha dúvida mantém-se. Não me parece ser uma questão fácil, principalmente quando remetemos a resposta para o nosso inconsciente. A nossa máscara, aquilo que está presente e consciente dirá: "sou filantropo, preocupo-me com os outros e eles são mais importantes do que eu". Já o inconsciente pensa: "sinto-me bem porque fiz aquilo que se espera de um bom homem".

E a nossa essência, a nossa alma, pensará o quê? São questões sensíveis, dependentes da verdade de cada um. Cada um o sentirá à sua maneira, e todas as maneiras estão correctas... Principalmente poque o certo e o errado não existem...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Summer time!


Tempo de refrescar. Receber o Sol. Passar o corpo na água.


Imagem retirada de http://thesecond10k.tumblr.com