quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Oh, lachas!


Estas bolachas são a personificação do demónio. Abrimos para comer uma e "ai que são tão pequeninas, vou comer umas... 40".


É que isto de estar em casa à mercê de um pequeno ditador faz com que, em horas de fome e pouca disponibilidade, se faça um ataque a tudo o que seja lacha (que é como se diz bolacha cá na minha casa). E mesmo que tenhamos tempo (que até temos, na maior parte das vezes... Não me vou desculpar com o picolho...), sacar de uma lacha é algo que finaliza uma refeição em beleza, ou então mata aquele bichinho entre refeições que grunhe nos confins dos nossos interiores. Este sim, o verdadeiro ditador! Que põe e dispõe e nos faz comer coisas perversas como leite creme ou um hamburguer do McDonalds (heresia!!). Mas as bolachas, ah se sabem bem...! Ah! Aquele momento em que sentimos a união entre a lacha e o chocolate... Ou, se forem Oreo (que eu não separo o creme da lacha), sentir o embrulhanço do creme com a bolacha de chocolate...! E as Belgas de chocolate? Desfaço-as dentro do pacote para ir tirando bocadinhos, priceless! Se for verão fica tudo nos dedos, nham!

Realmente isto das lachas é toda uma cerimónia de rituais precisos e preciosos e eu estou desejosa de os ensinar ao gaiato!

Imagem: http://habitatpalavra.blogspot.pt/2013/02/no-ultimo-dia-de-fevereiro-vou.html e https://myapolonia.com/lojaeletronica/loja/Index.asp?secao=3&grupo=26&subgrupo=105&produto=8731

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Ainda na senda do positivismo


Tenho a certeza que a neurose e o positivismo são antagónicos. É como a Lua que só brilha quando o Sol se põe: na neurose não há lugar para o positivismo brilhar. Aqui a questão é saber distinguir em nós quem é que brilha mais, se o positivismo, se a neurose. Quanto mais tempo de antena a neurose tiver, menos possibilidade teremos de dar largas às nossas caminhadas para encontrar os great places, e quanto maior a neurose, mais inclinada é a montanha, que se esconde num nevoeiro cerrado.

Era bom que muitos de nós pudessemos ver mais "a cores". Ver mais para dentro do nevoeiro. Talvez seja possível com os óculos do positivismo.


Imagem: http://quotes-lover.com/picture-quote/youre-off-to-great-places-today-is-your-day-your-mountain-is-waiting-so-get-on-your-way-2/

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Stand out!


You go girl!


Imagem: https://www.behance.net/gallery/11233587/Great-Day-2014-Calendar

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Today...


Falemos de positivismo.

Já li em alguns sítios e já me disseram para o fazer: ser mais positiva, controlando as negativas na construção das minhas frases e também construindo alguns mantras positivos para repetir de manhã, ao longo do dia, ou em situações desastrosas. Se de facto tenho repetido para mim que tudo passa, nem sempre as palavras são como uma poção mágica, um feitiço que afasta a neurose. Não a imagino cheia de cagufa a fugir das nossas afirmações. Talvez fuja, isso sim, quando lhe dizemos, sem gritar, para ir andando, que a gente vê-se mais à frente (não se iludam, se não têm pretensões de ser Buda, ela vai estar sempre por perto).

Há quem comece o dia repetindo para si mesmo que o dia vai correr bem. Ou que hoje será melhor que ontem. Terapeuticamente, parece-me bem; pessoalmente, um desastre... Para já teria de me lembrar de o fazer todos os dias, convenhamos que para estas coisas tenho memória de peixinho de aquário... E depois... Será que é preciso convicção para que funcione ou podemos usar a técnica do fingir-até-ser-a-sério? É que nesta fase, convicção para este exercício é difícil de encontrar, por tanto, só mesmo se experimentar a insistência para ver se colho frutos.

Por isso... Hoje vai ser um grande dia!!

Imagem: http://bananaaaaaaaa.deviantart.com/art/It-s-gonna-be-a-great-day-165012013

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Andar à toa quando se quer andar numa fona


Engraçado este livrinho que aqui tenho: "Elucidário de Conhecimentos quase Inúteis" de Roby Amorim. Ganhei-o numa quermesse da festa lá da aldeia. Ao folhear este livrinho, deparei-me com a origem da expressão "andar à toa". Todos conhecemos esta expressão. "Andar à toa" é usado quando andamos meio sem rumo, ou pelo menos, sem saber por onde vamos nem porquê. Com este livro precioso, descobri que a toa é uma corda ou tira de couro que serve para levar os animais a reboque. Assim sendo, o autor refere que andar à toa significa ser conduzido por alguém, sem noção do destino nem do motivo da viagem...

Sempre que usei esta expressão, nunca a interpretei desta forma, o que é muito interessante. Andar à toa era para mim, como andar à deriva. Claro que sem controlar o destino nem os motivos que nos levam a destoar. Mas, crendo nesta definição de toa, o modo como a frase pode ser empregue muda a olhos vistos. Ainda assim, andar à toa, da forma como eu interpretei, pode claramente ser o ir a reboque da própria vida, sendo ela a que segura essa toa e nos leva sem que tenhamos algo a dizer.

Como este livro é completo, na página seguinte tropecei no "andar numa fona". Convenhamos, esta frase é maravilhosa e pretende descrever aqueles que andam numa roda-viva ou numa grande azáfama, como diz o meu grande amigo Priberam. De acordo com o elucidário, a fona é sinónimo de faúlha. E é engraçado imaginar aquele bocado de fogo a voar e a trepidar em cima do lume-mãe e pensar nas pessoas que andam na sua roda-viva, como se o fogo lhes queimasse o real assento...

Se são conhecimentos quase inúteis, não sei, mas garanto que este tipo de informação é para mim uma delícia.

Nota: Este livro é das Edições Salamandra, de 1985. Foto da autora.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Bebés: formação on-job

Já nasceu o meu rebento, e com isto acho essencial contar o que aprendi no pós parto:

  • O pós-parto é lixado.
  • Compraram roupas para o vosso recém nascido de tamanho 0/1 mês? Esqueçam... Se for um bebé de tamanho normal, elas não vão servir. Vão estar gigantes e o rebento vai parecer um palhacinho do circo Chen, com as cores garridas incluídas. Não sei porque é que temos ideia de que vai nascer um super-bebé. Os bebés recém-nascidos são mesmo pequenos, lição aprendida.
  • O meu bebé dorme que é uma lindeza.
  • Lembro-me de estar grávida e dizerem: tu aproveita agora para dormir. Isso é uma falácia, não resulta. Por mais que o gaiato durma, vai querer alimento de 3 em 3 horas. Para isso o bar aberto, aka, mãe, também tem de estar bem acordada de 3 em 3 horas e não é por ter dormido uma média de 8/9 horas por noite na gravidez que dói menos...
  • Já sei porque dizem que vamos querer ir ao cinema depois de sermos pais: queremos ver outra ficção que não a nossa! Entreter o neurónio...
  • O pós-parto é lixado.
  • A amamentação... Nem vou explicar muito, mas gosto muito desta expressão: my ass para as teorias do ai-é-tão-lindo-amamentar!
  • Comprovo que após o nascimento, o meu filho tornou-se no bebé mais lindo do mundo.
  • Também dou o meu testemunho para o facto de que nos desce a hormona da maternidade. Antes nem respirava ao pegar num recém-nascido, agora faço piruetas com o meu com a mão direita enquanto faço outras trinta coisas com a outra mão. Posso não ter todas as respostas, mas até agora ele está de boa saúde.
  • Já vos disse que o pós-parto é lixado?
  • O parto é um mito, j'accuse! Pelo menos para mim... Passamos meses em preparações: cursos, aplicações para smartphones, newsletters, médicos, amigos, sites, livros, panfletos do centro de saúde... E depois tudo passa e estamos em casa com o menino nos braços (literalmente). E para isto não há assim tanta preparação. Há a respiração para o parto mas não há para quando o bebé chora de dores! E uma mãe precisa de saber respirar fundo nestes momentos... Valha-nos a hormona da maternidade chamada intuiciocina.
  • Sim, há todo um festival de hormonas assim que o gaiato nasce. Boa sorte para isso...
  • E o cliché "ah mas vale a pena"? Claro que vale, senão não me tinha metido nisto!
  • Para os invejosos: já recuperei a minha figura e estou quase no mesmo peso que tinha antes do parto (nha-nha-nhanhanha!). E ainda não retomei o exercício, just saying...
  • Se a vida muda? Sim, 180º (gente, não é 360º... 360º é uma volta completa, voltamos ao mesmo sítio, sim?). E eu já sabia que ia mudar. Se sabia como ia mudar, como ia ser? Claro que não. Nunca lidei de perto com bebés. Mas para já, apesar das primeiras semanas serem difíceis, o mantra foi sempre "tudo passa". E de facto, as dores passam, e ver o nosso filho crescer e ser tão lindo faz-nos ir esquecendo (devagarinho!) os incómodos que nos trouxeram aqui. Acho é que é importante revelar: a maternidade não é um jardim com rosas fofinhas. Estão lá os espinhos em baixo. A questão é que nunca se fala muito sobre isso. É sempre tudo lindo e fofinho e coiso. Mas pode não ser fácil e ter uma boa rede de apoio é essencial. E por isso vos garanto, amén ao meu marido, o melhor do mundo e arredores.