quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Inspiração


Vou abrir uma latinha destas e depois volto...

Imagem: http://unifiedmanufacturing.com/blog/13-places-packaging-inspiration/

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Ser mãe é...

- Estar a escrever com uma mão porque a outra está a segurar o filho (está meio sentado na perna e apoiado pelo braço que já deixei de sentir há cerca de 10 minutos).
- Ter vontade de rebentar foguetes quando ele adormece um bocado a meio da tarde. Ou então fazer uma festa com o marido com hi-fives silenciosos incluídos porque ele adormeceu (algazarra silenciosa).
- Mudar os nomes dos bonecos e rir sozinha, como por exemplo: chamar ao Winnie the Pooh, Winnie dá bufas.
- Perceber os pequenos gestos que fazem com que o miúdo sossegue, nomeadamente estar por perto quando lavo a loiça: ele gosta do som do esquentador (com isto a conta da água subiu em flecha).
- Tirar o gato da cama dele.
- Andar com o carrinho de bebé na rua e inevitavelmente, fazer os barulhos do motor.
- Ter 4 pares de sapatinhos por estrear, só porque são giros mas não servem para nada.
- Compreender que também existem extremismos no tema da amamentação e tentar sobreviver a isso.
- Ralhar com o gato pela 384ª vez nesta semana por estar a dormir na cama do bebé.
- Ficar efectivamente feliz com o cocó de um bebé.
- Beber descafeínado pela primeira vez na vida.
- Dizer em voz alta e sem vergonhas: O meu reino por uma chucha!!
- Ter com ele uma conversa séria, repetindo os seus "ah-goos".
- Maldizer a esperguiçadeira quando não consegue acalmar o gaiato e achá-la a melhor invenção depois da roda quando o consegue fazer.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Provérbios, locuções e ditos famosos

Já sabem que gosto muito de frases feitas e saber a sua origem, não sabem? Pois bem, encontrei este livro:





Já sabem, preparem-se para toda uma série de informação inútil e fantástica!


Imagem: http://www.coisas.com/Dicionario-de-Proverbios-Locucoes-e-Ditos-Curiosos-1980,name,217721769,auction_id,auction_details

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Antes e depois

Para muitos de nós, talvez até para a maioria, é muito difícil fazer transições. Existem vários motivos para isso. Fazer uma grande mudança ou transição na nossa vida exige energia, disponibilidade, força e coragem. Exige também um esforço para sair do conhecido, do lugar de segurança. E isso mexe com as necessidades básicas, como humanos, mas também como animais que somos.

Fazer uma mudança ou transição implica fazer um movimento entre dois lugares dentro de nós: o antes e o depois. E se conhecemos muito bem o antes, pouco temos a saber sobre o depois. Claro que, quando a mudança é algo que nós queremos fazer, sabemos para onde queremos ir, e aí temos conhecimento de um "depois" hipotético, mas, se esse "depois" se situa no futuro, existe muito desse "depois" que é desconhecido.


Mas voltemos ao "antes". O antes é o agora com tudo aquilo que o caracteriza, incluindo o conhecimento do passado e uma estabilidade sobre aquilo que se sabe e que é controlado por nós. Há uma segurança no "antes", e mesmo que não estejamos felizes ou que nos sintamos presos a uma estabilidade que nos faz sentir parados e sem evoluir, este momento pré-transitório traduz-se em conforto. Conforto porque sabemos como são os nossos dias, um atrás do outro, quer passe uma semana ou um mês. Conforto porque, mesmo que estejamos fartos deste conhecido, este conhecido está imóvel, não nos surpreende. Claro que estou a falar de momentos internos, endógenos, ou seja, em que não existe algo externo que nos empurra para outras transições na vida, como o desemprego ou uma morte. São aqueles momentos em que vemos a vida repetir-se, dia após dia. E por mais que queiramos sair desse ritmo, por vezes a estagnação é tão forte que é difícil dar um passo.

Quando podemos dar finalmente um passo para o "depois" surge o medo. Por vezes é tão forte que até cremos que mais vale ficar no "antes", infeliz mas seguro. Porque é assim? O "antes" é toda uma vivência, é algo que vive connosco e que, para chegar ao ponto a que chega, precisa de muito tempo, como uma pele que se vai vestindo e que faz parte de nós. Se vamos despir essa pele que nos cobriu durante tanto tempo, vamos ter de nos despedir dela, e aqui reside a grande dificuldade: nas transições há sempre algo que morre. O "antes" morre para dar lugar ao "depois", e é necessário fazer um luto. Vamos abandonar algo que não vamos voltar a ver, seja um emprego, uma pessoa, ou a nossa "antiga" pessoa. E isso dói. O carácter definitivo que por vezes surge, assusta. A novidade assusta. O desconhecido, ainda que tenha uma promessa de felicidade, assusta. Mas às vezes é necessário dar um passo, e não é um passo em falso, é um passo em frente, mesmo que seja em direcção ao nevoeiro. Sabemos que conforme vamos caminhando no nevoeiro, vamos vendo nem que seja um passo em frente. E às vezes mais vale ir andando do que sentar e esperar por um D. Sebastião.

Imagem: http://mesmoquenaohouvessemusicaeuchoraria.blogspot.pt/

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Metro


Esta é uma estação de metro abandonada em Nova Iorque. Chama-se City Hall e não é utilizada desde 1945. Confesso que tenho um especial interesse por espaços que parecem fragmentos de uma época passada, como se estivessemos a olhar para uma fotografia, um stand-still. Adoro ver imagens de espaços num tempo antigo, surgem intocáveis, imagino quem os viu, quem passou por lá.


O cenário já o têm, imaginem a história: anos quarenta, uma cidade que fervilha; um homem a ler o jornal, à espera do metro; à sua frente uma elegante mulher que deixa cair o seu lenço. O homem apanha-o e dá-lhe. Que enredo, que conversa poderiam ter? Como brilhariam os seus olhos? Seria o início de algo? Ou então não, ela agradece, timidamente, e afasta-se, entrando no metro e perdendo-o de vista para sempre...



Fonte: http://www.theguardian.com/cities/2014/sep/25/-sp-world-subterranean-ghost-stations-tube-abandoned-underground?CMP=fb_gu
Fotografia: Michael Freeman/AP 
Imagem: http://nyulocal.com/city/2014/03/10/take-a-ride-through-the-abandoned-city-hall-subway-station/

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Aceitar vs desistir

No último post referi que por vezes perdemos a perspectiva, a visão certa das coisas. E de facto, mal ou bem, estou com um terçolho. Nada como ter o nosso corpo a gritar connosco, não é? Isto de escrever estas coisas às vezes é como ser costureira. Fazes mil luvas e não te apercebes que afinal a maior parte servem-te, lá está, que nem uma luva.


Mas é também importante, neste campo das perspectivas, perceber que existe uma enorme diferença entre o desistir e o aceitar. Todos temos as nossas neuroses, os nossos problemas, ou obstáculos à nossa evolução para pessoas melhores. Sempre defendi que não chegamos a Buda, isso são outras caminhadas, e por isso, por mais evolução que possamos fazer, existem obstáculos que podem não ser ultrapassáveis. E isso não faz mal. Precisamente porque somos humanos. Estamos aqui para caminhar, melhorar, tentar lavar a roupa que era branca e ficou escura, mas nunca voltará a irradiar aquele branco brilhante, da evolução plena e completa. E isso não faz mal.

Lidar positivamente com os obstáculos que vão permanecer até ao final da nossa vida é aceitar. É deixar que uma roupa meio creme nos sirva como se fosse o melhor fato do mundo, porque é nosso. Permitir que se mantenha uma nódoa aqui e ali, porque é o resultado da nossa vivência, da nossa luta. E permitir que uma ou outra nódoa permaneça, não é desistir. É apenas aceitar que poderá lá ficar para sempre. Pode diminuir de tamanho, pode até ser atenuada na sua cor, mas se ficar, nós aceitamos. E isso não faz mal, porque isso não é desistir.

Tudo isto pode ser uma grande descoberta, mas leva o seu tempo a se instalar. Já sabemos que é fácil costurar as luvas, o problema é enfiá-las nas mãos e perceber que nos servem e como isso afecta o resto do vestuário. E se demorar, também não faz mal. É para isso que aqui andamos.

Imagem: http://boasnoticias.pt/noticias_Portugal-desenvolve-luva-biodegrad%C3%A1vel_57.html