O meu filho tem quase 7 meses. Mudar-lhe fraldas é como tentar vestir umas calças a um polvo. Umas calças com 8 pernas, entenda-se. Apesar do meu filho ter menos 6 pernas que um polvo, ao movimentar-se parece ter 8. Mesmo a sério. Sendo inverno acrescentem a esta dinâmica de pernas o facto de ser necessário retirar meias ou collants, calças e ainda desapertar o body. Ah, e a fralda, claro. Não esquecer da fralda: voltar a colocar uma fralda nova é todo um exercício que me permite evitar os ginásios e manter um corpo tonificado.
Sendo menino, cedo somos alertados para o facto de que há todo um show de repuxo, como aquela fonte na Praça da Catalunha em Barcelona onde à noite há um espectáculo de luz e cor. E música. Sim, os meninos fazem xixi para cima da sua própria mãe e pai e há uma envolvente de espectáculo nisso: o grito da surpresa do cuidador (qual soprano), a coreografia de apanhar umas compressas para tentar minimizar o dano e sim, mudas de roupa no meio do show (the show must go on!). Pior é quando já ganhamos confiança e eles deixam de o fazer com frequência: quando acontece, acontece em larga escala. É todo um show que mete a Broadway a um canto. E o miúdo merece um Tony pelo seu desempenho: faz aquilo com naturalidade, seriedade e verdadeiro espírito de actuação.
Nem vamos falar do number two... Acho que já chega ouvir a conversa sobre poos entre as mãezinhas. E sim, antes de ser mãe achava que não ia ter essa conversa. Desenganem-se. O poo passa a fazer parte das anotações diárias relevantes para o estado de espírito do miúdo. Poo e não Pooh, o urso. Ele vai para a avó e no final do dia entram na mesma frase palavras como cocó, sopa e sestas. É assim, a maternidade!
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Ser mãe é...
- Estar a escrever com uma mão porque a outra está a segurar o filho (está meio sentado na perna e apoiado pelo braço que já deixei de sentir há cerca de 10 minutos).
- Ter vontade de rebentar foguetes quando ele adormece um bocado a meio da tarde. Ou então fazer uma festa com o marido com hi-fives silenciosos incluídos porque ele adormeceu (algazarra silenciosa).
- Mudar os nomes dos bonecos e rir sozinha, como por exemplo: chamar ao Winnie the Pooh, Winnie dá bufas.
- Perceber os pequenos gestos que fazem com que o miúdo sossegue, nomeadamente estar por perto quando lavo a loiça: ele gosta do som do esquentador (com isto a conta da água subiu em flecha).
- Tirar o gato da cama dele.
- Andar com o carrinho de bebé na rua e inevitavelmente, fazer os barulhos do motor.
- Ter 4 pares de sapatinhos por estrear, só porque são giros mas não servem para nada.
- Compreender que também existem extremismos no tema da amamentação e tentar sobreviver a isso.
- Ralhar com o gato pela 384ª vez nesta semana por estar a dormir na cama do bebé.
- Ficar efectivamente feliz com o cocó de um bebé.
- Beber descafeínado pela primeira vez na vida.
- Dizer em voz alta e sem vergonhas: O meu reino por uma chucha!!
- Ter com ele uma conversa séria, repetindo os seus "ah-goos".
- Maldizer a esperguiçadeira quando não consegue acalmar o gaiato e achá-la a melhor invenção depois da roda quando o consegue fazer.
- Ter vontade de rebentar foguetes quando ele adormece um bocado a meio da tarde. Ou então fazer uma festa com o marido com hi-fives silenciosos incluídos porque ele adormeceu (algazarra silenciosa).
- Mudar os nomes dos bonecos e rir sozinha, como por exemplo: chamar ao Winnie the Pooh, Winnie dá bufas.
- Perceber os pequenos gestos que fazem com que o miúdo sossegue, nomeadamente estar por perto quando lavo a loiça: ele gosta do som do esquentador (com isto a conta da água subiu em flecha).
- Tirar o gato da cama dele.
- Andar com o carrinho de bebé na rua e inevitavelmente, fazer os barulhos do motor.
- Ter 4 pares de sapatinhos por estrear, só porque são giros mas não servem para nada.
- Compreender que também existem extremismos no tema da amamentação e tentar sobreviver a isso.
- Ralhar com o gato pela 384ª vez nesta semana por estar a dormir na cama do bebé.
- Ficar efectivamente feliz com o cocó de um bebé.
- Beber descafeínado pela primeira vez na vida.
- Dizer em voz alta e sem vergonhas: O meu reino por uma chucha!!
- Ter com ele uma conversa séria, repetindo os seus "ah-goos".
- Maldizer a esperguiçadeira quando não consegue acalmar o gaiato e achá-la a melhor invenção depois da roda quando o consegue fazer.
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