sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Iliteracia?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Des-ilusão

Desilusão: s. f., 1. .Decepção. 2. Desengano


Des-ilusão: Quando a ilusão é descorberta, despida, encontrada.


É fácil encontrar a ilusão ao longo da vida. Já ouvi muitas pessoas referirem-se a ilusões como olhar para algo com uns óculos cor-de-rosa. Achei romântico. Mas as ilusões e as desilusões não são românticas. São sarcásticas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Meandros meus, voltas tuas




"Isto às vezes tem de ser como os meandros dos rios, damos umas voltas valentes quando podíamos ir logo em frente! Mas se fossemos logo em frente, não aprendíamos aquilo que aprendemos quando andamos às voltas!" - A criança anuiu quando ouviu o avô dizer estas palavras que pareciam ser sábias, julgava ela. Sentia-se jovem e desculpava-se com a sua juventude para não ter de entender as sabedorias dos mais velhos. Em relação à explicação dos rios, e apesar de ter anuído ao avô, a criança continuava a achar que era tonto andar às voltas.


Imagem: http://meandros.wordpress.com/

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Salta


Salta o coração, lá vai ele disparado outra vez. Parece que nem faz parte deste corpo velho, obsoleto! Mas quem disse que ser velho é não ter amor, não ter coração?! Ah o meu coração pula todos os dias. Acorda de rompante, salta da cama antes de mim e diz-me para irmos, depressa! e eu tenho de o seguir... Este coração não quer perder nem mais um dia! Quer fazer de tudo para pular todos os dias antes que se canse de vez. Parece que este meu coração tem medo de morrer, mas eu cá acho que ele perdeu foi o medo de viver!


Imagem: http://ohbpost.blogspot.pt/2010/04/certezas-e-verdades-sobre-mim.html

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Vidas-novas-vidas

O dia em que íamos comprar os livros era um dia de festa. Se nesse ano pudesse comprar um estojo novo ou até uma nova mochila, era o êxtase completo. Mas atenção: naquele tempo só se compravam coisas novas quando as velhas se estragavam.

Voltando aos livros. O cheiro dos livros escolares novos, lembram-se? Ficava ansiosa para chegar a casa e poder folheá-los. Queria logo escrever o meu nome para que ficasse estabelecido que aqueles eram os meus livros. E depois chegava o doce momento de os forrar. Lembro-me de um papel transparente com umas folhas ou flores verdes. Engraçado como os papéis de forrar livros evoluíram. Este das flores ou das folhas, não era autocolante, isso surgiu bem mais tarde. Este era colado com fita-cola e não era eu que forrava os livros, ainda não tinha muito jeito para isso, se é que alguma vez o tive!

Lembro-me do longo processo de escolha das canetas que iam figurar no estojo. Era um processo lento e complicado. tinha de escrever o meu nome completo com todas as minhas canetas e fazer uma escolha. Ah, e este processo de escolha era organizado por cores. Queria uma caneta de cada cor, então pegava em todas as canetas de determinada cor e escrevia para seleccionar a que mais me agradava. E eu tinha muitas canetas, muitas mesmo.

E toda esta magia acontecia um mês ou mais, antes da escola começar. Em criança senti muitas vezes esta ansiedade. Entretanto saiam os horários e as turmas. como andei numa escola pequena, as turmas não eram novidade, mas os horários sim. Sabendo o horário, lá ia eu para casa escrever o horário naqueles papelinhos que davam na papelaria. Mais tarde já se fazia em excel e imprimia-se, mas isso foi muito mais tarde! Escrevia o horário em tantos sítios que passado pouco tempo já o sabia de cor. enquanto o fazia magicava sobre o novo ano lectivo. Quem iam ser os professores? O que iria fazer nas tardes livres? Será que íamos ter muitas visitas de estudo?

O voltar à escola era muito mais do que esse simples movimento. Era todo um sonhar acordado, um planear desmedido. Era bom e é um facto que essa sensação de renovação ainda me acompanha nesta altura do ano...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O terapeuta, mestre da grande orquestra




Não sabia como explicar o que ia fazer. Então lembrei-me. O terapeuta é como um maestro que acompanha uma grande orquestra. Essa orquestra é composta por vários instrumentos que às vezes desafinam e a pessoa, essa orquestra, começa a destoar. A pessoa sente que algo está a soar mal mas a princípio não sabe qual dos instrumentos está desafinado. Existem tantas possibilidades. Alguns instrumentos nem parecem importantes, mas quando começam a destoar dos outros, mostram a sua importância.
Mas o maestro não afina os instrumentos. E também não diz directamente à orquestra qual é o elemento que precisa de mais atenção. Cabe à pessoa, grande orquestra, a percepção daquilo que a compõe. Cabe à pessoa saber que instrumentos existem nela, quais são os que desafinam e quais são os que, tal como recursos, permitem que os desafinados sigam o fio condutor.
Se calhar o maestro só dá aos braços. Ou então apenas mostra a sua presença e aponta discretamente com a sua batuta para alguns instrumentos mais indisciplinados. Mas no fim, caberá sempre à orquestra a auto-regulação, ou seja, a afinação completa para que todo o seu movimento seja de uma fluidez agradável ao ouvido…

terça-feira, 17 de julho de 2012

School of life

The school of life offers some difficult courses, but it is in the difficult class that one learns the most.

~ Corrie ten Boom